Samaritana

por Luiz Henrique Matos

Jesus e a mulher samaritana

Jesus e a mulher samaritana

Era meio-dia. Cansado, Jesus senta-se à beira de um poço em que uma mulher está tirando água. Ele conversa com ela, uma samaritana, pede um pouco d’água. Ela dá, contrariada, confusa, ele era um judeu e lhe dirigia a palavra. Ele diz que se ela quiser, tem para oferecer a água da vida, que pode saciar a sua sede para sempre. Ela pede dessa água. Ele fala que não são os cinco homens com quem ela já viveu que poderão responder às suas dúvidas, não é aí que está a resposta. Ela se espanta, o chama de profeta, quer saber como e para onde pode dirigir suas orações. Ele fala que Deus procura seguidores sinceros, adoradores verdadeiros. E aí a história segue… E no fim, ela evangeliza sua cidade inteira.

A água da vida. Só Ele pode nos saciar.

Cenas domésticas – Herbalife

por Luiz Henrique Matos

Centro de São Paulo, rua lotada, multidões de pessoas se empilhando por todo lado e ambulantes vociferando suas ofertas de produtos piratas.

Nesse embaraço, o pai a carrega no colo já há quase uma hora. O braço cansado, a coluna pendente, as pernas fracas, o suor em bicas. Ela já tem dois anos. Ela já tem quase 15 quilos. Ela sorri. Está tudo bem.

Ela para de olhar a rua por um segundo, sonda o rosto do pai, o fixa nos olhos, passa os dedos pela barba e com os dedinhos juntos aperta-lhe as bochechas enquanto exclama sorridente:

- Gordinho!

Era só o que me faltava.

Em defesa da crise

por Luiz Henrique Matos

Wall Street

Wall Street

Por outro lado, essa crise até que é boa. “O mundo andava muito cafajeste” disse uma mulher numa entrevista recentemente. É verdade. O consumo desenfreado, a ganância das empresas, os lucros estratosféricos, a falta de consciência. Estávamos tomando decisões sem medida, sem pesar conseqüências, sem pensar no futuro. Afinal, pensar no futuro era ganhar muito dinheiro agora.

Mas as bolhas sempre estouram. E quando uma coisa estoura – bolhas ou bombas –, existe o efeito natural e físico de o que está dentro se misturar e afetar o que está fora.

É claro que não estou falando das pessoas que estão sem casa, dos pais de família desempregados e todas as tragédias. Isso é lamentável, é doloroso, é algo que os que estão sendo menos afetados – ou que, incrivelmente, estão incólumes nesse tempo – precisam observar para ajudar de alguma forma.

Mas é aí justamente que pode estar um ponto de mudança positiva. Não na tragédia mas no seu efeito sobre nós.

Talvez, o estouro dessa bolha, produza em nós uma atitude mais consciente.

Talvez a gente pare para pensar. Talvez percebamos, só agora, que precisamos cuidar do planeta, que precisamos controlar o aquecimento global, que não precisamos de uma TV de plasma ou LCD – ou saber a diferença entre uma coisa e outra –, que podemos gastar menos, doar mais, ajudar o vizinho que perdeu o emprego, cuidar do carro, talvez percebamos que a internet de oito megabytes por segundo serve tanto quando a de um, que o jeans de dois anos é mais confortável do que o da vitrine, que se o tênis for lavado vai ficar parecendo novo, que as “suaves prestações” prometidas pelos grandes magazines nunca foram, na verdade, tão suaves assim.

Talvez descubramos que podemos reformar as coisas ao invés de trocar por uma nova, que a boa refeição feita em casa junto com os amigos é mais aconchegante e gostosa do que a do restaurante caro, que bons livros podem ser comprados em sebos ou emprestados em bibliotecas, que precisamos passar mais tempo em casa porque, afinal, todo o tempo que passamos correndo atrás de dinheiro acabou não dando em nada. Ou melhor, deu sim, veja só no que deu…

Talvez percebamos que o dinheiro é algo que existe para nos servir e não o contrário. Talvez o que é “talvez” seja uma oportunidade.

A crise é dura. É como uma onda forte, inesperada, que chega varrendo tudo e tirando coisas do lugar. Mas quando passa, a água limpa e tira alguns excessos.

E no fim, logo ali na frente, tenho fé, sairemos dessa ainda mais fortes. Alguns antes do que outros, mas todos, certamente, mais conscientes quanto ao seu papel nesse mundo.

“Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.” (Provérbios 11:24 5 25).

O dinheiro pode ser santificado, quando ajuda a salvar pessoas

Se me dissessem que essa entrevista era o depoimento de um pastor ou líder religioso, eu não veria diferença. Mas o espanto (no bom sentido) é notar que tais declarações foram dadas por um dos poucos (dá para contar nos dedos) bilionários deste país – até o ano passado, figurava na lista de homens mais ricos do mundo publicada pela revista Forbes. Abaixo, estou copiando alguns trechos da entrevista que Elie Horn, dono da construtora Cyrela, concedeu à revista EXAME (edição que saiu ontem nas bancas).

Boa leitura e bom fim de semana.

Sobre a crise

Desde que a crise começou, já ouvi palestras e conversei com uns 100 especialistas. A verdade é que ninguém consegue prever nada. Para mim, é uma lição divina para a humanidade: “Fique mais quieto, não seja arrogante, seja mais humilde, não pense só no lucro”.

Não sabíamos com que intensidade nem com que rapidez, mas sabíamos que a tempestade chegaria. Quanto mais perto a crise chegava, mais eu me dedicava a entendê-la. Mas valeu a pena. Se amanhã ficar claro que erramos um pouco nas previsões, podemos até perder um pouco de participação de mercado. Mas é melhor perder mercado do que perder as calças.

Sobre erros

Errar é humano, perseverar no erro é diabólico. Se você repete um erro, você é burro.

Calo a boca, tento aprender com os erros e faço outra coisa. Estou acostumado a perder e seguir em frente. Se não for humilde, vou apanhar mais. O humilde sofre menos porque está acostumado a apanhar. Tive uma aula (de religião) muito boa ontem. O que é este mundo? Por que Deus o criou? A resposta é: teste. Sou testado o tempo todo como homem, pai, marido, empresário, construtor. O teste consiste em evoluir, cada um na sua profissão, e deixar o mundo um pouco melhor do que quando chegamos a ele. Deus criou o homem imperfeito de propósito, para que ele possa melhorar o mundo. Se você acerta mais do que erra, você já evoluiu. Se for o contrário, você é um desastre.

Sobre Deus e o dinheiro

Deus cria seres diferentes, com credos diferentes, para cada um, no fim, chegar a Ele à sua maneira. Acredito em Deus e na missão humana. Qual a minha missão nesta Terra? Primeiro, fazer o bem. Grande parte do meu patrimônio, não vou dizer quanto, irá para a caridade. Meu pai doou 100% do que tinha. Como isso dá um significado ao trabalho? Eu posso transformar o produto do trabalho em dinheiro e depois usar o dinheiro para ajudar pessoas menos favorecidas. O dinheiro pode ser santificado, quando ajuda a salvar pessoas.

Não. Estamos aqui com a missão de ligar o espiritual ao material. Na hora em que você ganhou um tostão e esse tostão ajuda a salvar uma criança, você santificou e dignificou o dinheiro fruto de seu trabalho. Nessa hora, tudo o que parece ser egoísta deixa de ser.

Parte da minha missão é fazer com que o homem se aproxime mais de Deus. Hoje ser crente está um pouco fora de moda, mas isso está errado. A gente não pode ter vergonha de acreditar em Deus. Se todos os homens fossem mais religiosos e respeitassem a ética e o bem, não haveria tanta violência no mundo, nem maldade nem pobreza. O que precisamos é fazer com que isso aconteça. Não é tão fácil, não é tão óbvio e não está na moda também. Mas essa é a nossa missão.

Pobres ateus!

Do texto abaixo, eu tentei selecionar um trecho para destacar, mas não consegui. Ele todo é sensacional e merece não apenas leitura, mas apreciação.

Antes, o crédito: é de Ariovaldo Ramos.

Pobres ateus!
Disseram-me que o ateísmo está crescendo.
Fiquei a pensar… Quem quer o mundo oco e solitário dos ateus?
Não eu!
Eu quero o mundo povoado dos cristãos, dos judeus, dos muçulmanos, dos animistas…
Quero um mundo onde a gente não esteja só.
Um mundo com anjos de pé e caídos.
De entidades, de elfos, de mística, de mágica, de mistérios…
Quero o mundo onde os tambores invoquem.
Onde a multidão de línguas estranhas dos pentecostais façam os seres da escuridão retroceder.
Quero o mundo que produziu Beethoven que, surdo, dizia ouvir a música que Deus queria escutar, a quem aplaudiu na nona.
Que desafiou Mozart a zombar de Deus enquanto, qual o profeta Balaão, só conseguia emitir os sons que boca de Deus entoa!
Quero o encanto catártico de Haendell gritando ALELUIA! de forma arrebatadora!
A beleza de Bach nos fazendo ver a paz da Família Eterna.
Quero mundo das lindas e majestosas catedrais e dos pregadores das praças, das esquinas, dos caminhos…
Da riqueza sonora profunda dos cantos gregorianos e dos vociferantes pregadores: convocando os homens a mudar e o Espírito Santo a se levantar contra o mal.
Quero o mundo que faça um ser humano, diante a pior das borrascas, ver o seu salvador andando sobre o mar, anunciando a possibilidade.
Aquele em que o guerreiro, diante da incerteza, se ajoelha perante o Eterno e se levanta com um brilho nos olhos, certo de que tem uma missão, um motivo para brandir a espada, porque se há de correr o sangue humano, tem de haver uma razão, que dando significado a vida o faça não temer a morte.
Um mundo de poetas e romancistas, que fazem a morte gerar vida, que contam histórias porque, em meio ao mais insano, há algo para contar, e se há o que contar, então significa; e se há como contar, então há um significante anterior, de modo que, por mais que cada leitor possa, de alguma maneira, reinventar, ninguém consegue negar que leu e, se leu, podia ser lido.
Quero a fé que faz uma menina entrar numa das melhores faculdades do pais, sonhando que, um dia, tudo o que sabe ajudará um ser desprovido de tudo, num dos miseráveis cantões do planeta, a sorrir com esperança!
Quero a loucura dos missionários que abandonam tudo no presente, certos de que levarão milhares a viver o futuro.
Quem quer o socialismo frio do ateus?
Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!
Da ciência não quero as equações, quero o grito de “Eureka!”, onde o cálculo se mistura com a revelação.
Da matemática quero a música, a certeza de que há sons no universo, que não só os podemos cantar, mas que há quem nos ouve.
Que ouviremos a grande e última trombeta, que reunirá toda a criação para o canto da redenção.
Eu não quero capitalismo nenhum, mas prefiro o dos seres humanos que acreditavam que o trabalho é um culto ao Criador e que o seu produto tinha de gerar um mercado a serviço do bem.
Quem quer o capitalismo consumista dos ateus, que reduz a vida ao aqui e agora, e transforma todos em desesperados que, pensando que não sobrará para eles, correm para acumular para o nada?
Os ateus dizem que evoluímos, mas que não vamos para lugar nenhum; que a ciência pode tudo; que verdade é a palavra dos vencedores; que os mais fortes sobreviverão, e que é o direito natural deles.
Não! Mil vezes não!
Quero o mundo onde os fracos tenham direito ao Reino; onde os mansos herdarão a terra; onde os que choram serão consolados; onde os que têm fome e sede de justiça serão fartos; onde os que crêem na justiça estejam prontos a morrer por ela; onde os mortos ressuscitarão.
Quem quer um mundo explicado, onde tudo é virtude ou falha de um neuro-transmissor qualquer?
Quero um mundo onde a fé , o amor e a paixão curem, mudem histórias e construam caminhos! Onde os artistas tenham o que registrar!
Um mundo onde o sol nasça e se ponha, onde as estrelas, polvilhando o infinito, apontem um caminho, falem da esperança de uma grande e decisiva família, e que qualquer ser humano ao ver isso, não se envergonhe de falar: maravilha! Um Deus fez isto!
Mas não quero a teologia técnica…
Quero o Deus apaixonado dos cristãos, que abandona sua Glória e se faz gente, trazendo a divindade para a humanidade e, ressuscitado, ao voltar, leva a humanidade para a divindade!
Quero o Deus inquieto de Israel, o pai dos judeus, com quem é possível lutar.
Quero do Deus que se permite ser detido por um Jacó.
Quero o Deus chorão de Jesus de Nazaré, que mesmo a gente tendo brigado com Ele, nunca conseguiu brigar conosco.
O Deus Pai, Mãe e Filho que repartiu conosco o privilégio de ser!
Quero o mundo do medo do desconhecido, e do maravilhar-se com o desconhecido: o mundo do encanto.
Como disse o pai da filosofia moderna, o que se descobre ser ao pensar, precisa de um mundo para aterrissar, precisa que haja alguém que faça pensar valer a pena, alguém que, ao fim, é da onde se pensa, e se ele não existe, então nada existe, porque o que pensa não tem como pensar a partir de si.
Quero o mundo que ri da finitude; que desdenha das limitações; que resiste ao sofrimento; que olha para o infinito sabendo que nossa existência não é determinada pela morte ou por nossas impossibilidades; que não somos frutos de um acidente.
Quero mundo que se sustenta na fé de que ressuscitaremos, de que brilharemos como o sol ao meio dia; de que vale a pena lutar pelo bem; de que vale a pena existir!

Ariovaldo Ramos

O livro da vida

Para quem sempre – e ainda – discute se salvação é algo que se “perde”, gostei dessa citação de Max Lucado no devocional da Cristianismo Hoje.

E eu continuo repetindo o que sempre digo nessas conversas: Deus não usa Liquid Paper.

Não existe um ponto a partir do qual você passa a ser menos salvo em relação ao momento em que Cristo salvou sua vida. O fato de estar mal-humorado durante o café não quer dizer que, naquele momento, você está condenado. Quando você perdeu a paciência ontem, não perdeu sua salvação. Seu nome não fica sumindo e aparecendo o tempo todo no Livro da Vida, dependendo de seu humor ou comportamento.

Você é salvo não pelo que faz, mas pelo que Cristo fez.

A volta ao que poderia ter sido

A fim de abarcar o peso deste momento, e na tentativa de rastrear o espírito que o possibilitou, é preciso lembrar que as coisas poderiam ter sido diferentes. Estamos habituados, pelo menos superficialmente, à noção da vertiginosa democracia do Espírito – homens e mulheres, jovens e velhos falando indiscriminadamente com profética lucidez. Esquecemos que, mesmo diante da singularidade da pessoa e do ensino de Jesus, essa prodigalidade era naquele momento da história – e permanece no nosso – extraordinária.

Enquanto aguardam o momento da manifestação do Espírito, e sem saber exatamente o que esperar dele, cento e vinte pessoas estão reunidas debaixo de um mesmo teto e de uma mesma perplexidade. Trata-se de gente comum, sem qualquer pendor para a eloquência ou para a revolução, que viu-se arrebatada numa aventura ao lado de um homem absolutamente extraordinário em palavras, idéias e atos. Esse seu herói fez justiça sem empunhar uma espada, propôs uma nova ordem sem apelar para hierarquias, mostrou-se homem de Deus condenando gente de bem e louvando repulsivos marginais. Esse sujeito original foi assassinado injustamente, ressuscitou com justiça, abraçou-os ternamente e por fim partiu, deixando-lhes nas mãos trementes a mais maravilhosa e terrível das heranças. Maravilhosa, porque ele chamou-os de amigos e convidou-os a partilhar da sua glória vivendo como ele viveu e para o mesmo fim; mas também terrível, porque quem seria capaz de viver à altura daquele homem? De que forma? Com que recursos?

Trechos de “A volta ao que poderia ter sido”, de Paulo Brabo. Recomendo ler a íntegra do texto.

Aliás, vale a leitura de toda a série “Rastros dos apóstolos” da qual o texto faz parte.

A teologia não salva

por Luiz Henrique Matos

A teologia não salva vidas. A questão da igreja e suas diferentes faces, alvo de tantas discussões desde sempre, são aspectos perifericos da fé. Ficamos presos a debates sobre a história, as interpretações, as pequenas diferenças, o que se pode ou não fazer, as maneiras de se conduzir uma reunião ou pastorear um grupo. Mas no fim das contas, isso não contribui em nada para melhorar o mundo em que vivemos. Isso não ajuda os cristãos a viverem o chamado de Jesus Cristo para que resgatem as ovelhas perdidas.

Tenho visto tantas pessoas, em tantas igrejas diferentes, com diferentes formas de culto e costumes dos mais diversos. E em todos os lugares, entre fundamentalistas e liberais, existem jovens dispostos a se manterem castos por amor a Deus, existem pessoas empenhadas em orar pelos enfermos e ajudar os pobres tal como Jesus ordenou, existem casais dedicados a apoiar familias em dificuldades, existem pregadores apaixonados pelas Escrituras.

Não importa o estilo ou a doutrina, a liberalidade ou o tradicionalismo, onde houver pessoas se chamando por “povo de Deus” e dispostas a se renderem à sua vontade, ali Deus cuida para que sua família floresça e seu amor seja vivo.

É consolador saber que em meio às nossas guerras particulares, o Pai mantém seus olhos e seu interesse fixos no coração do homem. Apesar do homem.

O tempo de Deus e suas promessas

por Luiz Henrique Matos

Sempre resisti em postar aqui estudos, sermões e esboços que escrevi. Não são textos com qualquer proposta literária (intenção inicial desse espaço) e são longos, cheios de tópicos e pouco amigáveis para uma leitura rápida – coisa importante para um blog.

Mas hoje descobri esse recurso do WordPress: consigo postar arquivos para download. Agora aguenta! Segue aqui o primeiro da série, chamado “O tempo de Deus e suas promessas”. Clique no link abaixo para fazer o download.

Download – O tempo de Deus

Cenas domésticas – Aniversário

Da série “Coisas lá de casa”…

Mãe: Nina, fala pra mamãe: quantos aninhos a Nina vai fazer?!?
Nina: Deeeeeezzzz!
Mãe: Não, filha, são dois… assim ó, com dois dedinhos. Conta junto com a mamãe. Depois do número 1 vem o…
Nina: Dooooooiissss
Mãe (empolgada): Isso, bebê!!! Que linda! Agora fale… quantos aninhos a Nina vai fazer?!?
Nina: Deeeeeezzzzz!!