Teologia Rocky Balboa

por Luiz Henrique Matos

As histórias, todas as cinco de toda a série, são mais ou menos assim:

Rocky Balboa, o grande campeão de boxe, está tranqüilo em sua casa, ao lado da família, quando vê sua posição de melhor lutador do mundo questionada por algum atleta proeminente e arrogante. Rocky titubeia, entra em conflito com os próprios princípios e com a esposa, mas ele sabe, precisa aceitar o desafio, é sua honra (e sempre uma causa maior) sendo posta em prova. Então se prepara, treina, treina muito, levanta carroças, percorre a cidade, sobe uma escadaria, passa noites em claro, espreme uma bolinha de borracha e tem o apoio de sua sempre fiel equipe.

Passam-se os dias e lá pelo meio do filme, chega o momento da grande luta. As duas potências no ringue, Rocky sempre simpático, ao contrario de seu adversário hostil, ambos com aqueles roupões coloridos. O início da luta é equilibrado, mas ao longo do primeiro round nosso herói começa a apanhar. E assim seguem sucessivamente os rounds, com Rocky apanhando um gongo após o outro. Sua esposa, na primeira fila está desesperada, a torcida temerosa, a equipe permanece confiante, mas também preocupada. Rocky já não golpeia com a mesma agilidade, ele apanha muito enquanto seu inimigo parece uma muralha intransponível.

O rosto dele está deformado, aquele protetor de boca já não sustenta mais nada, o telespectador atrás da televisão aguarda ansioso por uma reviravolta. E então, perto do décimo assalto, Rocky quase cego vê uma saída. E ele se levanta para sua glória. Em poucos segundos reverte o resultado que já perdura horas. Rocky começa a reagir, acerta seus diretos, “jabs”, cruzados e incrivelmente o adversário cambaleia. E assim, em instantes mágicos, ele golpeia e derruba a muralha, que no chão ouve o juiz contar os dez segundos derradeiros até a declaração consumadora: “E o vencedor é… Roooockyyy Balbooooaaa!”

E no meio do ringue, cambaleando, cego, deformado e muito suado, Rocky é cercado pela multidão que invade o lugar, enquanto isso, cresce o som da trilha musical e ele grita o nome da esposa aos quatro cantos, até que ela chega, eles se abraçam e tudo se faz perfeito. Depois de sofrer um bocado, ele tem sua realização, mantém seu titulo, vive a sua glória. E do lado de cá da TV, um garoto admirado sonha em ser boxeador.

E melhor do que assistir ao desempenho histórico do lutador, era poder incorporar e viver o personagem. Com alguns amigos, eu via o filme, vestia alguma roupa esportiva e seguia então pela rua a correr, dar soquinhos no ar e acreditar que apesar de gordinho, eu era o próprio Garanhão Italiano ilustrado naquela tela.

Mas excluindo dessa história a minha aspiração esportiva – que definitivamente não vem ao caso – gostaria de esclarecer os sábios ensinamentos teológicos deixados por essa história nada clássica.

Dentro e fora das telas, podemos acompanhar os milhares de lutadores em nossos dias. Alguns arriscam-se nos ringues esportivos, tentando a carreira e o sucesso pela força bruta. Mas não é desses que vamos tratar. O exemplo que cabe nesse pequeno enredo diz respeito a outros tantos lutadores que estão por essa vida, dando seus socos, tomando alguns, cambaleando e sofrendo…

É a teologia da luta, cujo soar do gongo, admito, me cansa ouvir ser entoado. É a pressão de alguns sobre o povo entoando o sinal da batalha, dizendo que é necessário, passar pelo sofrimento para se obter a vitória. É a exigência de que se carregue um fardo pesado sobre as costas para no fim, só no fim, poder sentir o alivio de que essa vida valeu a pena.

A penitência, o castigo, a disciplina. Só acreditamos que o alvo de nossa busca realmente tem valor, quando para chegar a ele passamos pela tormenta da provação. E então, aí sim, somos merecedores dessa conquista. Afinal – é o que se diz –, para tudo existe um preço, não é mesmo?

Mas, permita-me a pergunta, por quê?

Pois sim, existe um preço, existe também um sacrifício e sofrimento muito altos. Mas sobre essa quantia não nos fora dada a medida. Não tivemos acesso ao valor, apenas soubemos que ele existiu. E o que muitos de nós já ouviu e talvez ainda não compreenda é que o valor já foi pago.

Há dois mil e tantos anos, esticado em uma cruz, Deus negociou a vida de seu Filho para que você e eu já não tivéssemos que pagar essa dívida.

Com sua morte e ressurreição, Jesus venceu o inimigo e nos presenteou com o cinturão da verdade única e suficiente: em Cristo fomos salvos. E a partir desse fato, sabemos que temos nele, o suprimento e vida necessários, para toda a eternidade.

Não, eu não estou ignorando as circunstâncias e dificuldades que enfrentamos ao longo de nossa jornada. Também não estou a fazer descaso das tribulações pelas quais passamos. Elas são duras, realmente. E quanto a isso fomos avisados de que passaríamos. Do que trato aqui – e disso não tenho como me ausentar – envolve algo maior: a vida inteira de cada um de nós e o destino eterno que recebemos pela graça.

Do que você precisa? Seja o que for, está em Jesus Cristo. E é nele que devemos buscar. Já não são necessárias lutas, desafios e tão pouco precisamos apanhar por dez ou onze rounds até a reviravolta de nossa conquista. Na verdade, quanto a isso, já nem precisamos lutar.

O grande desafio contra o qual lutamos está em nós mesmos e esse sim merece nosso esforço. Lutamos contra o pecado e lutamos para crer. Mas isso é pano para outra manga e não cabe nessas linhas.

Mas se é em batalhas e assaltos que você tem vivido, acreditando que tem de pagar hoje para gozar a paz vindoura, tenho então algo a lhe dizer, antes que ouça outro soar do gongo. Algo que pela força da ficção, os gritos da multidão e os apelos de Hollywood, Rocky Balboa não pôde ouvir.

Eis a boa nova: Jesus já sofreu e, na cruz, venceu a grande batalha. Você é livre. E este é um fato, basta que aceite.

Pequenos grandes heróis

por Luiz Henrique Matos

Você já reparou na imagem ou figura de um grupo de soldados? Aqueles homens armados e equipados parecem autoridades capazes para qualquer batalha. Tente lembrar também das cenas dos filmes de guerra, com batalhões marchando em direção aos campos, uma fila linear com milhares desses heróis seguindo em um bloco de poder, representando alguma nação ou um ideal – que não são necessariamente os seus.

Hoje mesmo, agora há pouco, eu vi um soldado. E apesar de estar em uma estação de trem e não no Iraque, à distância notei as mesmas características da brava autoridade heróica, do guerreiro imponente. Mas a medida que nos aproximávamos, eu podia ver seu rosto e, meu Deus, era só um garoto! Tinha seus 18 anos e a feição de 15. Dentro daquela armadura verde estava um menino. Na cabeça coberta pela boina, habitam sonhos juvenis, preocupações simplistas, o placar do jogo de ontem, a tarefa da aula de amanhã.

E pensando em garotos, eu me lembrei então de Davi. Ele próprio ainda um menino nas primeiras vezes em que aparece citado nas Escrituras. O futuro rei de Israel era franzino e simples, vivia a pastorear ovelhas e tocar sua música, em nada parecia um guerreiro. E quando então é desafiado para seu primeiro combate, é tão magro e pequeno que a armadura oferecida pelo rei é pesada demais e o impede de andar. Ele livrou-se então do peso, empunhou seu alforje e acertou uma, leia bem, apenas uma pedrada certeira na testa do gigante Golias. Assim derrubou seu oponente, e a partir daí começa a narrativa sobre como então tornou-se um guerreiro, assumiu um trono e formou um grande reino. Mas continuou poeta, homem e amigo de Deus.

Pensando também sobre amigos de Deus, lembrei-me daqueles que estiveram pessoalmente com o próprio: seus discípulos. Eles viveram e caminharam ao lado de Jesus durante o tempo em que viveu nesta terra e receberam dele a incumbência de estabelecer e difundir o Reino dos Céus. Experimentaram provações, realizaram milagres, batalharam pela fé e morreram como mártires por amor a Cristo. A iniciativa e a pregação desses heróis permanecem vivas até hoje. Mas também esses, eram pessoas comuns, com suas dúvidas transparentes, um coração dividido e famílias para sustentar. Tinham fome, medo, dores e fraquezas. Em outros tempos, anos mais tarde, a igreja romana os declarou “santos”, mas isso não mudou sua essência: em vida, foram todos homens.

Os títulos que receberam, colocaram esses homens em pedestais de honra, que os afastam da nossa realidade humana. Assim, passam a ser ícones e não mais exemplos. E talvez tenhamos nos esquecido de que livros como Reis, os Evangelhos e Atos dos Apóstolos não são ficção, mas relatos históricos reais de fatos que ocorreram há alguns séculos.

Precisamos enxergar além das máscaras para contemplar essa verdade. E a verdade é que, despidos de armaduras e mantos reais, somos todos iguais, reis e plebeus.

Lembre-se que alguém como você foi escolhido o governante de Israel. Um homem com suas mesmas dificuldades e defeitos, foi escolhido para ajudar a implantar a Igreja de Cristo neste mundo. O soldado imponente marchando para a batalha, é um garoto com as mesmas dúvidas e sonhos que lhe sondam. Você se sente capaz? Pois nenhum deles se sentia.

Nada ou ninguém é pequeno demais para ser subestimado ou tão grande que não possa ser vencido. Isso vale para coisas e para homens.

Por isso, sim, podemos vencer. Não por mérito ou capacidade, mas por um outro feito, ainda maior, heróico e esse sim, infalível… E bem, chego finalmente ao sentido fundamental e conclusivo dessa mensagem. Mas, por outra vez, gostaria de convida-lo a observar um homem. Não qualquer homem, mas o Jesus homem, o Deus menino que se perdeu da família, o Messias que pediu um pouco d’água para matar a sede, o Mestre que cochilou no barco porque teve sono, o Filho de Deus que sentou-se à mesa para comer com os amigos e o Cristo que abaixou-se para rabiscar na areia e se concentrar.

Veja que muitos dos gestos sobrenaturais de Jesus eram precedidos por atitudes comuns, banais até. E observar sua humanidade nos ajuda e enxergar o modelo de homem que devemos e podemos ser. Ele sofreu e venceu, em cada situação, para nos mostrar que sim, podemos levantar a cabeça e ver a luz no fim da escuridão. Jesus é nosso padrão de comportamento. Ele fez tudo isso para soubéssemos que é possível. Você já viu um Deus assim?

“Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4:14-16).

Se, como nós, Ele veio e passou por dores e dificuldades. Assim também, como Ele, nós podemos ser vitoriosos em cada uma delas.

E meu amigo, se chegamos até aqui é porque você tem me permitido escrever-lhe. E nesse ponto, gostaria de convida-lo para uma nova leitura dos Evangelhos, permitindo que as palavras de Jesus Cristo cheguem ao seu coração como a de um homem, que deixou sua posição de Deus para ser como você, sentir como você, sofrer como você e afinal te mostrar que fez tudo isso justamente por você.

Saudades de quando…

por Luiz Henrique Matos

Estou com saudades de um tempo que talvez eu nem tenha vivido. Um tempo menos complexo, mais devagar. Um tempo onde o amor bastava. O puro e simples amor.

Eram dias em que Jesus estava entre nós. Mas não, eu não falo do primeiro século, falo de duas décadas atrás, talvez dois meses ou duas semanas até. Tenho saudades de pequenos instantes onde olhamos uns nos olhos dos outros e vemos a figura expressa do Senhor em nosso meio.

Estou sentindo falta desse amor. O amor dos dias em que somos inocentes, quando não há competições, tecnologias ou avanços. Quando a economia é indiferente, a política inexistente e a justiça desnecessária. São aqueles momentos simples, em profundo silêncio mas cheios de significado, que produzem por si só uma marca em nossa própria história, porque sentimos Deus gravando-os em nosso coração.

Existe em mim um vazio a ser ocupado por algo que não está nos significados, livros ou dicionários. Um espaço que precisa ser preenchido pela presença da essência, da amizade pura, do riso espontâneo, da lágrima compreensiva.

Tenho saudades dos irmãos que não conheço. Nem mesmo sei onde vivem, mas sei que em algum lugar desta terra, membros de minha família, filhos do meu Pai, oram por seus povos, passam por necessidade, comemoram grandes vitórias. Gostaria que eles sentissem meu abraço.

Sinto falta de orar sem pedir nada. Desejo mais a presença vibrante de pessoas apaixonadas por Jesus, não pelo que Ele pode proporcionar, pela sensação milagrosa ou “extravagante” de sua presença, mas pelo puro e simples prazer de partilhar esse milagre vivo dentro de si e declara-lo Deus.

Gostaria de viver novamente os tempos em que éramos simplesmente um Corpo, movido pela complexidade do milagre divino, mas existindo apenas pelo leve sopro do Espírito. Sem mãos tradicionais, lábios pentecostais ou pernas romanas. Éramos apenas cristãos.

Tenho saudades de Antioquia. E mais uma vez, não falo de tempo ou época, mas do sentimento que motivou aqueles homens estranhos a olharem para os discípulos de Cristo e os apelidarem “cristãos”.

Quero ter essa semelhança. Mas não sozinho. Quero ser “cristão” com o próprio Jesus, com você, com todos os que se dizem povo do bom Deus e também com os que não se dizem. Pois sinto falta de ama-los também.

E antes que me perguntem eu digo: não, não estou sendo bucólico, utópico ou sonhador. Pensando bem, sonhador sim. Estou sonhando com uma verdade que, ultimamente, mais ouço do que vejo, que mais leio do que pratico. A verdade de Jesus Cristo com sua simplicidade, paz, sua luz: o amor.

E também sinto falta desses sonhos e eu sei que não são só meus. São, em princípio, sonhos de meu Pai (e como é bom poder chama-lo assim). E o que é o homem senão um sonho realizado à semelhança do sonhador? E o que é Deus senão o próprio amor? Criação e Criador, filho e Pai, amigos.

Tenho saudades de ser amigo de Deus. Caminhar ao seu lado no entardecer, cantar com Ele as boas músicas, ouvir sua voz e seus planos, mesmo sem compreende-los e ver a transparência de um relacionamento puro. Tenho saudade profunda e um desejo ardente de viver mais e mais a presença de nosso Deus em todos nós, seu Espírito sendo semeado e seus frutos sendo colhidos, somente para sua honra.

Deus: amor simples e eterno.

Sim, eu sei e confesso, certamente estou sonhando. Mas sonho porque já vi e, em Cristo, só em Cristo, sei que isso é possível.

Amém.

A estrada da vida

por Luiz Henrique Matos

Você já errou o caminho alguma vez? Eu já, várias. Contrariando a velha regra masculina, o meu senso de direção não se sente lá muito à vontade comigo. Quem me conhece sabe, se eu aponto para uma direção indicando algum lugar, ele provavelmente fica do lado oposto. Norte, sul, leste… tanto faz, tenho convicção de que tudo está sempre à minha frente.

Acontece principalmente quando viajo de carro. Demoro três ou quatro viagens até aprender ou decorar as saídas, quilômetros, estradas e direções. O problema é que raramente vou três ou quatro vezes para um mesmo lugar e quando percebo, já é tarde, estou perdido.

E então, nessas horas, só nessas horas, resolvo prestar atenção nas placas, lamento por não ter trazido um mapa, procuro alguém para perguntar a direção correta e tento conter o desespero. E vejo, ao meu lado, minha esposa com aquela expressão nada surpresa de quem já esperava isso acontecer e imagino em suas mãos aquela plaquinha que vemos nos estádios de futebol com a frase: “Eu já sabia!”.

Mas, antes fosse apenas nas estradas. O pior é que acontece também na vida. Quantas e tantas não foram as vezes que me perdi?

Na verdade, nascemos e “aprendemos” sozinhos essa direção oposta. E nisso somos bons. Nunca perguntamos antes aos que já conhecem o caminho, não somos muito adeptos à leitura de mapas, tampouco nos dedicamos a seguir as orientações preventivas das placas e quando nos damos conta, lá estamos: perdidos.

Mas, aprendemos também que nunca é tarde demais, há sempre um retorno, existe uma saída, uma orientação que nos dirige de volta à estrada que leva a um destino acolhedor.

Na verdade, para ambos os casos, só temos uma solução: a conversão.

Está perdido? Errou o caminho? Passou do ponto? Desviou-se do plano? Então pare, concentre-se e lembre onde foi que errou. E perceba que existe um Caminho que o conduzirá novamente ao seu destino de paz.

“Você não pode impedir que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas pode impedi-lo de fazer um ninho em cima dela” (Martinho Lutero).

Ninguém gosta de estar perdido e tenho certeza de que da mesma forma, ninguém faz isso de propósito. Mas uma vez em tal situação, a única opção é voltar ao lugar onde nos desviamos e recomeçar a viagem.

O desvio acontece quando acreditamos que somos capazes de chegar em algum lugar sozinhos. E acontecerá sempre que formos acometidos por esse ímpeto de independência. Mas existem algumas escolhas que podemos fazer e que nos ajudam a seguir a direção certa. São justamente as mesmas que rejeitamos quando insistimos em “assumir o volante”.

Uma delas é andar com pessoas que conhecem essa estrada melhor do que nós, elas poderão nos orientar sobre o Caminho. A outra, é consultar o que está registrado à respeito do trajeto, como mapas e escrituras, que vão iluminar o chão e nos conduzir sobre a Verdade. E por fim, é sempre bom seguir as orientações que recebemos ao longo do percurso, o que só aprendemos com as experiências da Vida.

O Caminho, a Verdade e a Vida, nada se compara a praticar o exercício de conhece-lo em nos detalhes e ser conduzidos para o único destino que está reservado para nós desde o princípio: a eternidade.

Que saber em que direção Ele está? Norte, sul, leste… tanto faz, tenho sempre a convicção de que está acima de mim, nos altos céus. E sei também que é estreito, por vezes espinhento, outras escuro. Mas durante a claridade, nós podemos seguir suas pegadas sobre a Terra e na escuridão vemos a sua lâmpada nos orienta.

E no seu fim, bem, no seu fim não é preciso esforço para observar a Luz que brilha radiante e nos aguarda para o dia da glória, quando iremos ao seu encontro.

“Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais, como podemos conhecer o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:5-6).