Casados para sempre

por Luiz Henrique Matos

Aquele corredor nunca pareceu tão longo, o tapete estendido entre os bancos, a porta dos fundos fechada e todas aquelas pessoas olhando para trás. A expectativa coletiva, o frio na barriga dos convidados à postos. E ali na frente, o noivo em pé, olhando para o horizonte vazio à espera de sua amada que prometera não se atrasar.

Cada minuto lhe parecem horas. Há tempo para pensar em todos os momentos juntos até ali. Como em um filme, um flashback lhe surge à mente recordando cada detalhe dessa história. O dia em que se conheceram, os dois corações pareciam bater no mesmo ritmo, freqüência e intensidade. Os olhares. O amor apaixonado do começo há alguns anos, o frio na barriga dos primeiros momentos, a vontade de agradar com pequenas surpresas e presentes. Os carinhos. O toque de mãos e dedos entrelaçados como uma força única que parecia uni-los infinitamente. As longas noites de conversas. A amizade íntima e sincera, em que mesmo o silêncio, já dizia muito.

Ele lembra do dia do noivado. Ali eles fizeram seu pacto, a primeira aliança, o compromisso e intenção de estarem juntos para toda a eternidade. O desejo declarado diante de todos a respeito do relacionamento e família que desejam constituir. Os frutos de um amor verdadeiro que viriam.

É certo que tiveram dificuldades. A traição dela no princípio, a inconstância em seus sentimentos… como lhe doeram! Mas ele, mais do que ninguém, sabia de sua promessa e perseverou. Poucos entendiam o quanto sofreu e lutou por esse amor. Foi ao fundo do poço, mas reergueu-se para salvar seu relacionamento. Hoje, sequer lembra-se do que aconteceu, “está no profundo mar do esquecimento” diz ele cheio de perdão.

Mas chegou a hora. Depois de tantos preparativos e conversas, esse é o momento tão esperado. O noivo apaixonado, confiante em seus sentimentos, sorri por dentro e por fora enquanto aguarda sua amada. Estão ali as testemunhas comprovando a união, toda a família, os sacerdotes e os anjos que começam a tocar seus instrumentos celestiais naquela marcha de núpcias e louvor.

Ao que abre-se a porta e ela vem, caminhando em passos firmes, com vestes brancas e resplandecentes. Diante do altar se encontram, ele levanta o véu que cobre seu rosto e podem ver-se face a face, relembram então as palavras e momentos daquela união, trocam as alianças, abraçam-se e celebram: casados para sempre!

E certamente, sabemos, eles viverão juntos para todo o sempre. Na saúde e na saúde, na alegria e na alegria. Um laço eterno e maravilhoso que a morte nunca separará. O Noivo vem para buscar Sua noiva e cumprir a promessa que fizera quando se conheceram: “Eu voltarei” (João 14:3).

Essa é a promessa: tão certa quanto Sua criação e existência, Ele conduzirá os passos de Sua amada noiva, a igreja, arrependida, limpa e consagrada ao paraíso que lhe fora dedicado desde o princípio. Estejamos prontos.

“Regozijemo-nos, alegremo-nos e demos-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se arrumou’” (Apocalipse 19:6-7b). “Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo’” (Mateus 25:34).

A razão do ser

por Luiz Henrique Matos

Creio que um dia, no alto de Sua glória, Deus teve um sonho. Ele pensou e sorriu, olhou então para o universo vazio e disse: vou criar o homem.

Mas porquê? Qual o motivo dEle ter nos criado? Um universo tão extenso, um mundo tão grande, cheio de perfeições e seres magníficos, o céu, os mares, a terra… tudo isso como um lar para Adão, Eva e sua descendência até nós! Quando Deus criou o homem, Ele tinha um plano perfeito em Seu coração. E esse plano deu seqüência à criação de toda a humanidade, habitando em um mundo sem maldade, sem pecado, incorruptível, abundante de Seu amor. Ele planejou, esculpiu Sua obra de arte e deixou gravado nas escrituras a Sua satisfação quando declara: “E viu Deus que isso era bom” (Gênesis 1:10, 12, 18, 21 e 25).

Infelizmente o homem fugiu desse propósito, cedendo à tentação do pecado e comendo do fruto proibido. E mesmo diante do pecado de Adão e toda a conseqüência de erros e desonras de Seu povo através das gerações, como prova de Sua promessa, Ele não desistiu. Ainda assim Ele amou. Ele viu Suas ovelhas seguindo para a morte e isso Lhe era doloroso demais. E para nossa redenção, fez-se homem entre nós. Viveu sem pecado, anunciou o Reino e voluntariamente foi sacrificado como preço pago para nossa salvação e remissão de nossos pecados. E desde então, estamos novamente limpos para cumprir os sonhos de Deus para nós.

Quando Deus sonhou com o homem, Ele quis ser conhecido entre todos. Nosso Deus é soberano e poderia reinar e falar com Sua criação como bem entendesse, pessoalmente, por sinais, sonhos. Mas não, Ele desejou que o homem fosse o reflexo de Sua glória nessa terra. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). O Pai não nos criou somente para adora-Lo e servi-Lo, os anjos já o fazem com excelência. Ele sonhou com uma família, que vivesse e refletisse Sua santidade, Sua beleza, Seu amor.

No livro de Êxodo há um momento em que Moisés pergunta o nome de Deus, ao que Ele diz: “Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êxodo 3:14) e mais adiante “Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová” (Êxodo 6:2). A pronúncia para a expressão “Eu sou” em hebraico é Jehovah (ou, como conhecemos, Jeová). Também daí vem a composição do nome de Jesus Cristo. “Jesus” quer dizer “Jehovah reina sobre nós” e “Cristo”, vem do grego Christós que quer dizer: “o que foi ungido”. No Evangelho segundo João, vemos a narrativa de quando Jesus está no templo, os fariseus começam a questiona-Lo e em meio ao diálogo o Senhor lhes diz: “Então Jesus disse: ‘Quando vocês levantarem o Filho do homem, saberão que Eu Sou’” (8:28a) e continua “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” (8:58). Vemos então que desde o princípio o Filho de Deus esteve ao Seu lado, participando da nossa criação. Jesus foi o Deus Homem, viveu aqui como o exemplo físico e concreto do que o Senhor quer que sejamos.

Somos parecidos com Deus quando estamos limpos do pecado, quando temos comunhão com Ele em oração, quando O amamos e buscamos acima de todas as coisas. Fomos criados à semelhança de Deus porque Ele quis assim. E ao Seu povo, Ele deixou instruções claras de como realizar o sonho dEle.

Deus nos diz: “Sejam como Eu Sou”.

Marketing do Senhor?

por Luiz Henrique Matos

Você sabe o que é marketing? Segundo Philip Kotler (o cara mais entendido nesse assunto) “Marketing é a atividade dirigida para a satisfação das necessidades e desejos, através dos processos de troca”.

Analisando friamente, vemos que Jesus foi um ótimo marqueteiro. Não no sentido negativo da palavra mas no aspecto conceitual mesmo. Seguindo a definição de Kotler, sabemos que Ele satisfaz plenamente nossas necessidades e desejos. E só pede em troca que sejamos fiéis a Sua Palavra. E convenhamos, não existe “consumidor de Deus” que esteja insatisfeito com os “serviços prestados”.

E a nós, igreja do Senhor, não tem nada de errado usar o marketing e as ferramentas da administração em favor do Reino. Comunidades cristãs em todo o mundo já tem programas de televisão, rádios, websites na internet, divulgação de CDs em revistas, malas diretas, e-mails de divulgação. E isso não é de hoje, veja por exemplo os Gideões Internacionais, há anos eles deixam amostras de Novo Testamento em qualquer canto que se vá, com o objetivo claro de expor a Palavra de Deus a todos. Deus deu inteligência e conhecimento ao homem para que esse faça uso dela em um bom propósito. É verdade que tudo desse mundo tem seu mal uso, mas isso não significa que pertençam a Satanás, significa sim, que são usados por ele em outras áreas.

Em nossos dias, uma grande ferramenta de marketing que temos em nossas mãos é um filme. É natural que pela superexposição na mídia (lembram do e-mail da semana retrasada?) falemos de “A Paixão de Cristo”, no cinema há algum tempo, ainda está bem fresco em nossas conversas e é especulado por muitos como “a melhor ferramenta de evangelização em dois mil anos”.

É fato que esse filme não é exatamente a Bíblia e nem se compara a uma experiência verdadeira com o Senhor. Portanto, não podemos usa-lo livremente como único argumento na tentativa de converter uma vida. A semente a ser plantada sempre foi e continua sendo a Palavra de Deus e quem a semeia é o Espírito Santo. Mas isso não quer dizer que devemos descartar um meio valioso que temos em mãos. Afinal, de cinema todo mundo gosta, de ir a igreja, só crente mesmo. Então, para onde é mais fácil levar um amigo?

Para se ter uma idéia do barulho que a fita tem feito, basta entrar em qualquer portal evangélico na internet. Bem ou mal, todos falam algo sobre o filme (a expressão “A Paixão de Cristo” traz 53.000 resultados no site de busca Google). Olhe então para sua caixa de e-mails, com certeza algum texto evangelístico, uma apresentação em powerpoint ou notícia já devem ter aparecido. Nas igrejas, os pastores falam sobre o filme. Em algumas cidades do mundo, congregações fecharam salas exclusivamente para exibição aos seus membros.

Como não era de se impressionar, os grandes estúdios de cinema norte-americanos já começaram a encomendar histórias com o mesmo perfil “religioso” para serem filmadas. Junto com o filme, crescem também em vendas os livros, cds, filmes e todo material que trate sobre a morte de Cristo.

Também no meio secular, o assunto ganhou destaque em espaços, digamos, valiosos em se tratando de divulgação. A revista Time, trouxe na capa de uma de suas edições uma chamada para a matéria que debate o motivo da morte de Jesus. O jornal francês Le Monde, diz que o filme provoca fundamentalismo entre cristãos. No Brasil, a Editora Abril dedicou a capa de três revistas no mesmo mês para o assunto, além das inúmeras matérias no interior de outras publicações e a Editora Globo colocou na primeira página de sua principal revista (Época), uma reportagem sobre o filme. Na Folha de São Paulo e outros grandes diários do mundo todo, várias notas sobre o tema. Enfim, toda a mídia tem dado destaque ao assunto, eu creio que não é por interesse ou sede do Senhor, mas porque isso dá audiência e audiência gera publicidade, que traz dinheiro para o caixa.

Em marketing, damos a esse efeito o nome de Mídia Expontânea, ou seja, divulga-se o nome do produto em um meio confiável e de credibilidade, sem que seja necessário desembolsar dinheiro para isso. Há também um outro conceito aplicado a tudo isso, chamado Marketing Viral, ou o famoso “boca-a-boca”. Todo cristão promove o filme, todo judeu critica, todo mundo comenta alguma coisa para se fazer de entendido e isso naturalmente desperta a curiosidade humana em torno do assunto.

E justamente sobre isso está a oportunidade que temos. Não é exatamente sobre o filme, mas pela curiosidade que as pessoas ficam em saber do que tanta gente tem falado. Com isso, nossos pastores e mestres recebem convites para esclarecer e debater o assunto em canais de audiência que não se conseguiria normalmente. O filme ajuda muito, mais ainda por contar com tanto primor e emoção uma história como a de Cristo.

Mas devemos ter consciência de que essa “onda” do Mel Gibson vai passar, outros assuntos polêmicos surgirão e na velocidade em que gira a informação no mundo globalizado em que vivemos, não dá para crer que em um ou dois anos, ainda se ganhe alguma notícia falando de “A Paixão de Cristo”.

E o que nós, filhos dEle, podemos fazer aqui embaixo para ajudar a manter o assunto na boca (e no coração) do povo? Usar as mesmas ferramentas, fazer o marketing, divulgar as escrituras, dar produtos cristãos, ou seja, levar sempre adiante o ensinamento do Senhor. Devemos sempre lembrar que se hoje a história de Cristo é viva e permanece íntegra, é porque nosso Deus soberano usou ferramentas de divulgação (homens de Seu povo) para manter acessa a chama de Jesus. E como se acende uma chama? Com fogo, assim como se acende uma vela, que ilumina um ambiente escuro.

Quando imitamos e vivemos segundo o caráter do Mestre, somos efetivamente “a luz” deste mundo e estamos fazendo o que Ele nos ensinou: brilhar onde quer que estejamos. E se somos luz do mundo e sal da terra, não há filme, religião, opinião ou jornal que bloqueie o interesse das pessoas pelo responsável por tudo isso. Aquele quem tem Jesus, de seu interior fluem rios de águas vivas.

Três momentos na cruz

por Luiz Henrique Matos

O culto, literalmente, fervia. Um sol de trinta e tantos graus aquecia o teto e o ambiente daquele templo improvisado em um salão aberto nas laterais. O lugar era lindo, um sítio cheio de gramas, plantas, patos, galinhas e outros animais. A ocasião muito peculiar, um acampamento de verão daquela igreja local. Mas o fervor também acontecia pelo ambiente expontâneo de adoração naquela reunião. Todos envoltos em paixão, ligados e derramados em amor pelo Senhor e recebendo o melhor dEle em suas vidas.

Um grupo de irmãos foi chamado pela mulher que ministrava aquela reunião para orar por outras pessoas. Fui levado pelo Espírito Santo a orar por um amigo que estava ali e tive uma revelação sobre a vida dele. As palavras de Deus para aquele irmão, me marcaram e tenho certeza, estarão comigo para o resto de minha caminhada nessa terra.

O Senhor lhe dizia: “Filho, olhe para a cruz. Eu me lembrei de você quando estava ali“.

Ato 1: Pai, perdoa-lhes pois não sabem o que estão fazendo (Lucas 23:34 NVI)

Essa mensagem não foi só para ele. Tenho certeza de que ali, voluntariamente pendurado naquele madeiro, o Nazareno pensou em cada um de nós… seu sacrifício maior não foram as chibatadas, os cuspes, chutes, os cravos ou os pregos que Seu corpo sentiu. Sua dor maior foi ter sobre Si, o meu pecado e o seu. E o que até hoje não posso compreender, é que ali, Ele conseguiu nos amar e perdoar. Ele pensa em nós. Ele morre por nós.

Ato 2: Está consumado! (João 19:30 NVI)

Dói muito pensar em nossos pecados, cada um deles, é constrangedor. Pequenos delitos, momentos de descuido. Ao lembrar do sacrifício do Senhor e sua agonia, aquelas lágrimas e o sangue vertidos… aqueles pregos, a dor! Cada pecado rasga um pouco mais o corpo do Deus homem. Cada ofensa o faz agonizar um tanto mais em tristeza. Mas agora, existe um fato maravilhoso, Sua morte e dor nos libertaram do pecado, da doença, do inferno. Tudo foi apagado e lavado pelo Seu santo sangue. Ele chora por nós. Ele nos ama.

Ato 3: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lucas 23:46 NVI)

Três dias se passaram, Seu corpo sumiu do sepulcro. Surge em seguida com a boa notícia da ressurreição. Seu convite é para que pensemos nEle, não como um mártir, mas como Deus. Ele morreu, mas Sua vitória efetiva está na vida, quando esmagou Satanás e libertou Sua criação para a eternidade. Jesus não está na cruz, Ele não está morto. E essa é toda a razão pela qual vivemos. Em Cristo, temos vitória, amor, perdão, paz, consolo… em Cristo, temos uma vida terna, vida eterna. Ele vence por nós. Ele vive para nós.

Atos: E o que temos feito por Ele?

Pensar nEle. Morrer por Ele. Chorar diante dEle. Ama-Lo. Vencer nEle. Viver para Ele… E então, depois disso, você e eu temos o privilégio de ser por Ele chamados filhos!

Olhe para a cruz. Ele pensou em você ali.

O que os olhos vêem e o coração sente

por Luiz Henrique Matos

Recentemente li um artigo em que o autor fazia uma afirmação bem óbvia mas ao mesmo tempo muito válida, dizendo algo como: “você fala e vive aquilo a que está exposto, se você assiste à noticiários o dia todo, falará sobre notícias, se trabalha com jardinagem, falará de plantas”. E assim por diante.

No mundo em que vivemos, é muito mais fácil aceitarmos o que lançam aos nossos olhos, do que buscar a verdade que nos move. Daí a grande influência da televisão, da bebida, da moda, das drogas, do crime… do pecado. O inferno trabalha intensamente para colocar em nosso caminho tudo o que lhe interessa. Quando passamos por exemplo, diante de uma banca de jornais, o que vemos de imediato? Nudez, violência, corrupção, fofoca… É sempre mais fácil que nossos pensamentos estejam ligados à situações pecaminosas e como conseqüência disso, nossas vidas se preenchem dos frutos da carne (Gálatas 5:19-21) que no exemplo citado acima são: prostituição, luxúria, ira, mentira, maledicência e tantos outros.

Não estou dizendo que devemos rejeitar as informações e atualidades para nos apegarmos a um exagerado fanatismo religioso. Isso é inconcebível. Estamos inseridos em tantas coisas como o mercado de trabalho, política, os interesses de nossas comunidades, estudos, além de toda a movimentação social ao nosso redor e saber o que acontece é uma necessidade. Mas o fato é que precisamos colocar como centro para nossas vidas, um ponto de partida em que todo o nosso caminhar saia desse princípio: Deus. A pergunta é: o que vivemos, na maior parte do tempo, agrada o coração do Senhor?

Jesus falou: “No mundo passareis por aflições, mas não temam, eu venci o mundo” (João 16:33). Isso quer dizer que em qualquer situação que estejamos, se estamos nEle não temos o que temer, pois somos antecipadamente vencedores.

Quando confrontados pelo maligno, expostos às suas vontades e setas, devemos vestir os “óculos de Deus” para enxergar a circunstância a partir do Seu ponto de vista. E o ponto de vista do Pai nós só sabemos quando o conhecemos intimamente. E intimidade nós obtemos perseverando em oração, leitura da Bíblia e comunhão na igreja. O convite hoje é que juntos, como Corpo, nos unamos em ter Jesus Cristo como prioridade em nossas vidas e dessa forma, passar a partilhar Aquele que ocupa mais espaço em nosso tempo.